Após 130 anos, Elevador Lacerda pode ter nome alterado para “Makota Valdina” em Salvador

Proposta de renomeação na Câmara Municipal

Na Câmara Municipal de Salvador, um projeto de lei que sugere a mudança do nome do Elevador Lacerda para Elevador Makota Valdina foi apresentado pela vereadora Eliete Paragiassu. O projeto já foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, onde aguarda a nomeação de um relator para dar continuidade ao processo.

A proposta visa homenagear Valdina de Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina, uma educadora e ativista reconhecida por sua luta contra o racismo e a intolerância religiosa. A mudança de nome é um reconhecimento de sua contribuição histórica e cultural para a cidade de Salvador e suas comunidades.

Quem foi Makota Valdina?

Makota Valdina foi uma figura proeminente na educação e na preservação das culturas de matriz africana. Atuou como professora da rede municipal de educação e fez parte do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Sua importância vai além da sala de aula; ela foi uma líder religiosa amplamente respeitada por seu trabalho na comunidade e recebeu diversas honrarias por suas contribuições, incluindo o Prêmio Clementina de Jesus e o Troféu Ujaama.

Elevador Makota Valdina

Além de sua atuação como educadora, Makota Valdina publicou, em 2013, o livro “Meu Caminhar, Meu Viver”, refletindo seu compromisso com a valorização da cultura afro-brasileira. Infelizmente, ela faleceu em março de 2019, aos 65 anos, após uma parada cardíaca, deixando um legado significativo para as futuras gerações.

A história do Elevador Lacerda

O Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, é um dos principais pontos turísticos de Salvador. Inicialmente, ele era conhecido como Elevador Hidráulico da Conceição da Praia ou Elevador do Parafuso, recebendo o nome Lacerda em 1896 em homenagem ao engenheiro Antônio de Lacerda. A proposta de renomeá-lo para Elevador Makota Valdina reacende discussões sobre a memória histórica e a importância de homenagens em espaço público na capital baiana.

Essa mudança de nome proposta reflete um movimento maior de reconhecimento das contribuições das figuras históricas que moldaram a cultura e a sociedade brasileira. A iniciativa busca garantir que a memória e o legado de Makota Valdina sejam lembrados e celebrados, contribuindo assim para a construção de um futuro mais inclusivo e respeitoso.