O Programa de Desenvolvimento do Turismo de Salvador (Prodetur) está ganhando destaque com suas novas propostas e iniciativas para a revitalização da cidade. Recentemente, em uma entrevista, o diretor Iuri Mattos comentou planos para transformar imóveis no Comércio em moradias, previsto para ocorrer após a confirmação da posse de 17 imóveis abandonados. Essa iniciativa surge em um momento em que a cidade, conhecida por sua rica cultura e história, enfrenta desafios relacionados ao esvaziamento de áreas centrais. O objetivo do Prodetur 2 é não apenas revitalizar o Comércio, mas também garantir que ele se torne um espaço vibrante, não apenas durante o horário comercial, mas também fora dele.
Diretor do Prodetur prevê moradias no Comércio caso posse de 17 imóveis seja confirmada
A proposta de Iuri Mattos representa uma resposta significativa às necessidades habitacionais dentro de uma área que, historicamente, desempenhou um papel vital no comércio e na cultura de Salvador. A ideia de transformar imóveis abandonados em residências pode contribuir não apenas para a ocupação do espaço, mas também para a segurança e o dinamismo da área. A questão da moradia no Comércio reflete uma preocupação maior com a infraestrutura e a qualidade de vida dos cidadãos, que estão diretamente ligadas à preservação do patrimônio histórico e cultural.
Os 36 decretos emitidos pela Prefeitura de Salvador, que permitem a arrecadação desses imóveis, simbolizam um passo importante rumo à revitalização. Com a lei nº 8.553/2014 como base, essa estratégia busca garantir que os imóvel não só estejam disponibilizados para moradia, mas que também sejam requalificados para atender as necessidades dos novos moradores. A ideia é que a região, que já abriga importantes atrações culturais como a Cidade da Música e o Mercado Modelo, se torne um ambiente ainda mais acolhedor e habitável.
O impacto do Prodetur 2 na revitalização do Comércio
À medida que o Prodetur 2 evolui, a cidade poderia se beneficiar de uma série de melhorias na infraestrutura. Mattos enfatizou a importância de requalificações e como isso impacta não apenas a visualidade das ruas, mas também a segurança dos moradores. A presença de moradores em áreas anteriormente abandonadas também pode ajudar a desencorajar atividades ilícitas, contribuindo para a segurança local. Além disso, isso poderia atrair novos negócios e investimentos, formando um ciclo positivo de revitalização e crescimento.
Um aspecto crucial a ser considerado é a situação estrutural dos casarões no Comércio. A transição da posse dos imóveis para a prefeitura criará uma responsabilidade maior sobre a manutenção e a segurança dessas edificações. A declaração de Mattos, de que a prefeitura somente será responsável após a cidadania formal dos imóveis, destaca a complexidade desse processo, que envolve não apenas gestão pública, mas também a colaboração entre profissionais de diferentes áreas, como arquitetura e urbanismo.
Como parte do processo de requalificação, será necessário obter a aprovação do Iphan, uma vez que a região é tombada. Essa interação demonstra a necessidade de se respeitar a história e a identidade do lugar, um ponto que deve ser considerado na elaboração dos projetos. A Fundação Mário Leal Ferreira deverá ser o órgão conduzente desse processo, atuando como um elo entre a preservação da cultura e a modernidade.
Desafios e oportunidades na transformação do Comércio
Enfrentar a precariedade das estruturas existentes é um dos principais desafios que a prefeitura terá pela frente. Muitos casarões estão em estado de degradação, e a responsabilidade por sua recuperação é um ponto delicado. A visão otimista de Iuri Mattos, no entanto, destaca que esses desafios podem ser uma oportunidade para reafirmar o caráter histórico da cidade, além de atraírem o turismo que tanto necessita do apelo cultural e arquitetônico.
O fator humano também é fundamental nessa equação. Para que o projeto de moradia no Comércio seja bem-sucedido, é necessário garantir que as futuras habitações atendam às necessidades dos moradores, com infraestrutura adequada e acesso a serviços essenciais. A comunicação entre a prefeitura e a comunidade será vital para assegurar que as transformações sejam bem recebidas e que todos possam usufruir dos benefícios.
Como parte dessa conexão, a inclusão de espaços comunitários e a promoção de atividades culturais também são essenciais. Incentivar a ocupação do espaço público pode ajudar a revigorar a vida social da região. A união entre a cultura, história e moradia pode resultar em um Comércio mais vibrante e dinâmico.
Perguntas frequentes
Quais são os planos da Prefeitura para os imóveis no Comércio?
Os planos incluem destinar os imóveis abandonados para moradia e realizar requalificações para revitalizar a área.
Quantos imóveis estão envolvidos no novo Prodetur?
Atualmente, são 17 imóveis, apesar de um total de 36 decretos que autorizam a arrecadação de propriedades na região.
O que a prefeitura fará para garantir a segurança dos casarões?
A responsabilidade da segurança só será da prefeitura após a posse formal dos imóveis, mas medidas preventivas serão adotadas.
Como a requalificação afetará o comércio local?
A presença de novos moradores pode atrair negócios e investimentos, garantindo um ambiente econômico mais dinâmico e resiliente.
Como a comunidade será envolvida no processo de revitalização?
A participação da comunidade é essencial, com diálogo aberto para que os projetos atendam às reais necessidades dos moradores e promovam a vida social.
Quais são os próximos passos após a confirmação da posse dos imóveis?
Após a posse, iniciar-se-á o processo de requalificação e planejamento dos projetos para garantir segurança e acessibilidade.
Considerações finais
O futuro do Comércio, sob a direção do Prodetur, oferece um horizonte promissor de rejuvenescimento e desenvolvimento. A visão de Iuri Mattos reflete uma intenção clara de transformar a área em um espaço habitável e culturalmente rico, que vai além da mera essência comercial. Os desdobramentos dessa proposta não apenas têm o potencial de atender à urgente demanda por moradia, mas também de revitalizar a cultura e o sentido comunitário da região.
Ao passo que Salvador enfrenta novos desafios, o Prodetur 2 se apresenta como uma alternativa viável de reestruturação e redirecionamento das potencialidades do Comércio. Confiantes no futuro, é crucial que toda a sociedade participe desse processo, garantindo que as mudanças sejam benéficas para todos os envolvidos. As iniciativas em andamento não são apenas um reflexo da esperança por um amanhã melhor, mas também uma clara demonstração de que, com planejamento e colaboração, é possível transformar o presente e garantir a continuidade da rica história saltenha.
